segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

BANDIDO FAZ A FILHA REFÉM, ANTES DE SER BALEADO PELA POLÍCIA.

“Mia” fez a filha de refém antes de ser baleado por policiais
No AMAZÔNIA:

Por volta de 11h30 do domingo, os policiais da Rotam localizaram e cercaram a residência onde estavam escondidos os irmãos, na Passagem São Pedro, próximo à Estrada do Curuçambá. 'Mia' teria sacado uma arma e disparado contra os policiais e, ao perceber que estava praticamente rendido, teria feito reféns a companheira e a filha de três anos de idade. A história foi confirmada pela avó dos dois, Ursulina Fernandes. Ela foi impedida pelos policiais de entrar na casa no momento em que os netos faziam os parentes reféns.
Depois de arrancar as grades de uma das janela, os militares da Rotam entraram na casa. Durante a troca de tiros com os irmãos, feriram os dois a bala. Eles foram levados, ainda com vida, para o Hospital Metropolitano de Belém. Jeremias não resistiu e morreu a caminho do hospital. O irmão mais novo deu entrada na emergência do Metropolitano em estado grave e morreu minutos depois.
Um cordão de isolamento foi montado para evitar que curiosos chegassem até o local onde ocorreu a troca de tiros. A polícia impediu o acesso da imprensa ao interior da casa e não permitiu que fossem feitas imagens do local onde os dois irmãos foram alvejados. Do lado de fora, próximo à entrada, era possível notar apenas uma poça de sangue.
Pelo menos seis pessoas estavam na casa durante a ação da polícia. Ursulina conta que os policiais não chegaram a negociar com os irmãos. 'Eles chegaram atirando e arrombando a porta. Metendo bala em quem estivesse dentro', contou assustada a mulher. Sobre a informação de que Jeremias teria feito a filha de refém, Ursulina diz que foi um 'ato de desespero' do neto. 'Ele fez aquilo para se defender. Não ia matar a filha e a mulher dele. Foi um ato de desespero, porque eles estavam atirando de fora', supõe.
A avó também denunciou que, com a morte do policial da Rotam, as operações no bairro, durante a madrugada e o dia de ontem, se tornaram violentas. 'Eles entraram na casa de um conhecido nosso e reviraram tudo. Quebraram móveis e bateram nas pessoas. Agora eles entraram na minha casa para matar. Não querem saber quem é bandido ou inocente. Meus netos não têm nada a ver com essa história.' Ursulina relatou que Jeremias estava desempregado e que era sustentado pela mulher. O casal morava há oito anos na casa dela, junto com a filha. A avó disse ainda que o irmão mais novo era funcionário dos Correios. Ursulina alegou que os dois eram inocentes no caso da morte do policial. Sobre a conduta do mais velho, principal suspeito pela morte do policial da Rotam, a avó disse que era uma pessoa 'tranquila', que teria 'praticado uns assaltinhos' enquanto era mais novo, mas que agora estaria procurando um emprego.
Na justiça, Jeremias Wellington Pinheiro dos Santos já respondia a dois processos. Um referente a roubo qualificado, de 2001, e outro referente a homicídio qualificado, no ano de 2007. As informações estão disponíveis na página do Tribunal de Justiça do Estado (TJE), na consulta processual de 1º Grau por nomes. Em relação ao irmão mais novo, Jerônimo Wesley Pinheiro dos Santos, não há nenhum registro no sistema de consultas do TJE.
O cabo da Rotam foi morto durante um assalto. Pelo menos quatro pessoas teriam participado do crime na noite do último sábado. O policial estava à paisana e voltava para casa, no conjunto Stélio Maroja, na companhia de um amigo, quando foi reconhecido pelos assaltantes na saída da loja. Ele foi morto com seis tiros. Dois deles, na cabeça, segundo informações do cabo Fonseca, da Rotam. Da loja de confeccções, do Curuçambá, o quarteto roubou mil reais.

Nenhum comentário:

Postar um comentário